segunda-feira, 5 de outubro de 2026

O FUTURO AINDA PODE SER GLORIOSO?

 

        Infelizmente não foi dessa vez.  O Brasil perdeu novamente a chance de eleger pessoas com propostas corretas e mais do que isso, com competência e coragem para pô-las em prática.

      Confesso que mantinha a esperança, ainda que longínqua, de ver o Renan no segundo turno das eleições. Podem me chamar de sonhador mas eu tive a impressão de que, em meio a tantos escândalos e denúncias envolvendo tanto o etilista larápio eneadáctilo quanto o cleptocrata pusilânime (como bem diria o Professor Enéias Carneiro), haveria a chance do povo abraçar a candidatura de alguém com o passado impoluto e o preparo intelectual necessários para o exercício do cargo. Vã ilusão.  Também esperava verem eleitos vários parlamentares da Missão, tão necessários para a quebra da política das narrativas, propinas e pautas imundas defendidas tanto pela esquerda quanto pela pseudo-direita (Nisso minha esperança era muito maior). Outra chance jogada no ralo.

     O que se espera de um povo que idolatra "influencers",  travestis que se autoproclamam "mulheres", palhaços usando calças justas e berrando com voz fininha se dizendo cantores, traficantes com fachada de músicos que arrastam jovens para o crime, prostitutas que são convidadas a estrelarem shows de Rock e políticos que quando não enchem a cara de cana para vomitar sandices vão rebolar ao som de "funk" ?  Nada. Por mais que sejamos otimistas, o peso dos fatos nos abriga a botar os pés no chão. É um lembrete diário de que o meio em que vivemos é podre e a realidade é amarga e inexorável.  Apesar disso, me arrependo de ter tido esperança? Não, não lamento lutar pelo que é certo.  Valeu cada minuto do meu tempo.

    William Shakespeare, através do solilóquio de seu personagem Hamlet, constatou: O medo do desconhecido faz a todos covardes. As pessoas preferem se refugiar nas desgraças que já conhecem do que se aventurarem no que não conhecem.  Mais de 420 anos depois, poucas vezes fez tanto sentido quanto agora. 

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